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Economia da Região do Baixo Jaguaribe
A economia do Baixo Jaguaribe destaca-se pela força da produção no setor agrícola e pelo potencial que novas cadeias produtivas vinculadas a este setor poderão se dar. Atualmente, como principais produtos da região tem-se o limão (com 83,35% de participação no valor total da produção do Estado do Ceará), o melão (62,94%), a goiaba (49,59%), a melancia (17,43%), o
arroz (16,53%), o sorgo granífero (16,28%), o algodão herbáceo (16,13%), o mamão (14,53%) e a banana (14,46%). Do ponto de vista da produção agrícola regional, levando em conta os treze municípios do Baixo Jaguaribe, temos três grupos integrados:
Grupo I
Composto por municípios com grande desenvolvimento no setor, diversidade de culturas e produção agrícola individual acima de 20.000 toneladas, a exemplo de Limoeiro do Norte (com destaque para os cultivos de banana, arroz, limão, milho, mamão e sorgo granífero), Quixeré (segundo maior produtor de melão do Brasil) e Tabuleiro do Norte (maior produtor regional de algodão herbáceo),
perfazendo 57,57% do total da produção da região;
Grupo II
Caracterizado por reunir municípios com produção agrícola expressiva, entre 20.000 e 10.000 toneladas, tais como Jaguaruana (principal produtor regional de laranja, uva, mandioca e tomate), Russas (com destaque para a produção do cocoboa da-baía e goiaba), Morada Nova (manga e feijão) e Jaguaretama (com predominância de cultivos de sequeiro, milho, feijão, mandioca, entre outros), auferindo participação conjunta de 28,17% na produção total do Baixo Jaguaribe;
Grupo III
De produção agrícola pouco significativa, quer dentro do âmbito regional (somando participação de 14,26%), quer indivi- dualmente (abaixo de 10.000 toneladas), congrega os municípios de São João do Jaguaribe, Alto Santo, Ibicuitinga, Palhano, Itaiçaba e Nova Jaguaribara. Com a consolidação do Castanhão, os municípios de Jaguaretama e Nova Jaguaribara (integrantes dos Grupos II e III, respectivamente) deverão passar por grandes transformações sócio-econômicas nos próximos anos, o que repercutirá, tanto na capacidade produtiva de cada município, como no contexto regional, através da instalação de infra-estrutura de irrigação nas áreas próximas e ao longo do Eixo de Integração Castanhão/RMF.
A fruticultura é, talvez, a atividade que mais cresce na região do Baixo Jaguaribe, devido à instalação do agropólo e aos incentivos financeiros, além da infra-estrutura e da promoção feitas pelo Governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, apoiada pelo Ministério da Integração Regional, através do DNOCS/Departamento Nacional de Obras Contra as Secas e BNB/Banco do Nordeste do Brasil. Entre 1998 e 2002, as exportações deste segmento no Ceará cresceram de U$ 835 mil para U$ 16,8 milhões. Somente o melão fresco contribuiu com uma receita de exportação de U$ 11,3 milhões, correspondendo a 2,15% da pauta de exportação, em 2001.
O sucesso da fruticultura deve-se, também, baixa precipitação pluviométrica e à água de cocoboa qualidade para irrigação no pólo, que criam condições favoráveis ao desenvolvimento da uticultura irrigada. Estas condições conferem à fruticultura do Ceará elevada produtividade e frutos mais doces e saudáveis.
Enquanto os investimentos no setor agrícola concentram-se nas áreas de aluvião, portanto próximos aos recursos hídricos, a pecuária mista (carne e leite) aponta como a principal atividade econômica das zonas de sertão, destacando-se a ovinocaprino- cultura, com 33,44% do efetivo de ovinos e caprinos do Estado do Ceará. Os municípios de Jaguaretama e Morada Nova, Russas e
Jaguaruana são os maiores produtores da região, com 21,3% e 19,3%, 12,2% e 11,7%, respectivamente, do rebanho do Baixo Jaguaribe. Morada Nova também detém os maiores efetivos de bovinos e suínos (23,7%) da região, e Jaguaruana, o maior contingente de aves (21,7%).
Apesar da vocação regional e do numeroso rebanho, a ovinocaprinocultura ainda não foi desenvolvida em todo o seu potencial, principalmente pela falta de capacitação, comerassistência financeira e tecnológica aos produtores. Outras atividades em ascensão na região são a carcinicultura, localizada no Baixo Jaguaribe, na porção próxima ao litoral, com grandes oportunidades para o seu pleno desenvolvimento nos municípios de Itaiçaba, Jaguaruana e Russas; a piscicultura, em águas interiores, nas grandes extensões de açudes; e a apicultura, considerando desde que existam mudanças positivas na tecnologia de exploração, na comercialização e sustentação financeira dos negócios.
Além de um setor agrícola consolidado e do grande potencial para a fabricação de produtos alimentares, a industrialização da região está aquém do seu potencial. No Baixo Jaguaribe predominam pequenas e médias indústrias de transformação ligadas à agroindústria e pecuária, principalmente na produção de mel, polpas, doces, sucos, queijos e outros produtos laticínios as quais, em conjunto, perfazem 96,41% do número total de indústrias atuantes na região. Destacam-se no setor os seguintes municípios e seus respectivos arranjos produtivos: Jaguaruana com calçados e redes; Morada Nova, com leite bovino e móveis; Russas, com cerâmica vermelha e calçados; Limoeiro do Norte, com mel de abelha e fruticultura irrigada; e Tabuleiro do Norte, com doces,
metal-mecânica e confecções. Quanto à concentração de atividades comerassistência ciais lista-se Limoeiro do Norte, Russas, e Morada Nova nas primeiras colocações, seguindo-se de Jaguaruana, Jaguaretama e Tabuleiro do Norte.
Fonte: Plano de Desenvolvimento Regional
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